27.01.2010: tarde no parquinho da cinemateca (são paulo) com k.

1. pi.que.ni.que

sm (ingl picnic) pequena excursão festiva no campo, parques, geralmente entre pessoas de diversas famílias, ou de uma sociedade, levando cada um suas próprias provisões; convescote.

2. a essência da festa: cara a cara, um grupo de seres humanos coloca seus esforços em sinergia para realizar desejos mútuos, seja por boa comida e alegria, por dança, conversa, pelas artes da vida. talvez até mesmo por prazer erótico ou para criar uma obra de arte comunal, ou para alcançar o arroubamento do êxtase.

3. o bom é sentir a raiz.

4. somos uma família estranha. neste país onde as coisas se fazem por obrigação ou fanfarronada, gostamos das ocupações livres, das tarefas sem importância, dos simulacros que de nada adiantam. temos um defeito: a falta de originalidade. quase tudo o que resolvemos fazer foi inspirado — digamos francamente, copiado — de modelos célebres. se contribuímos com alguma novidade é sempre inevitável: os anacronismos ou as surpresas, os escândalos.

fazemos coisas, mas contar é difícil porque falta o mais importante, a ansiedade e a expectativa de estar fazendo coisas, as surpresas tão mais importantes que os resultados.

contar o que fazemos é apenas uma forma de preencher os vazios inevitáveis.